terça-feira, 2 de novembro de 2010

"SENTIMENTOS MENOS DIGNOS"


A VERDADE DE CADA UM
(fonte revista Reformador)

        Não adianta esconder a própria verdade. Ela escapa por entre os dedos, revelando-se a quem tem olhos de ver.
        Verdade que se oculta, demora na revelação.
        Há quem olhe para fora, á procura de respostas que na verdade estão dentro, na intimidade de si mesmo.
        Um historiador ilustra bem essa realidade.
        Narra Mansour Chalita que Mullah Nasrudin, o homem santo surfista, exímio gracejador, atravessava freqüentemente a fronteira entre a Turquia e a Grécia, montado em seu cavalo.
        Sempre que cruzava a fronteira, levava uma sacola com pedras preciosa e outra com porções medicinais, pois tinha permissão legal para transportá-las.
        Quando o guarda perguntava qual era o seu negócio, ele respondia: “Sou contrabandista”.
        Todas as vezes, o guarda o revistava e nunca encontrava nada incomum. A cada viagem, Nasrudin ficava mais rico, e o guarda cada vez mais desconfiado. Apesar de todas as revistas, feitas a cada vez com mais riqueza de detalhes, nunca encontrava nada.
        Finalmente, o viajante se aposentou. Um dia, encontro-se em uma reunião social com o mesmo guarda da fronteira, que lhe perguntou:
        - Nasrudin, agora que você se aposentou e não pode ser processado, conte-me o que contrabandeava, que nunca encontramos e que lhe trouxe tanta riqueza.
        Nasrudin respondeu tranqüilamente:
        - Eu contrabandeava cavalos!
        Um segredo fica mais bem escondido quando é óbvio, e pode ser descoberto quando você para de pensar que ele está oculto.
        Assim acontece com nossa saúde material, emocional, espiritual... É fácil dizer “tudo vai bem”, mesmo o que esteja por trás das aparências não seja tão bom assim.
        Há quem esconda tanto a própria realidade, que acaba perdendo contato com a verdade que mora dentro de si.
        Emmanuel alerta sobre esse aspecto, quando afirma:
                       
                        Os reflexos dos sentimentos menos dignos que
                            alimentamos voltam-se sobre nós mesmos, depois
                            de convertidos em ondas mentais, tumultuando o
                            serviço das células nervosas que, instaladas na pele,
                            nas vísceras, na medula e no tronco cerebral,
                            desempenham as mais avançadas funções técnicas...