O VÍCIO DA CORRUPÇÃO

Amigo(a) querido(a), não há posição de vantagem social ou pessoal que não tenha seu custo na responsabilidade espiritual com que deve ser exercida.

Se lhe cabe comandar alguma coisa, de uma casa um país, não se esqueça de que você está sendo convocado a erguer os demais com exemplos de correção e de abnegação virtuosa e que, em caso de defraudar tal mandato divino do qual você é, apenas, o modesto executor, inúmeras aflições visitarão o seu caminho e o abismo de remorsos e dores se abrirá para que nele você mergulhe. Visões de mães desesperadas carregando filhos esquálidos surgirão diante dos seus olhos que, em vão, tentarão se fechar para fugir de horripilante panorama. Vozes lamentosas de doentes sem leitos hospitalar, gritando de dor nas ruas onde morreram à mingua de atendimento por causa do sangramento dos recursos públicos para os bolsos particulares, na forma de comissões, de propinas, de juros, de “consultorias”, serão o espólio atormentado daqueles que se beneficiaram dos recursos furtados ao povo e que fizeram falta aos que sofriam. A vantagem material que representaram em alguns momentos de gozo passageiro nada significará diante da dor moral que o indivíduo terá de enfrentar por longo período, no futuro.

Não se trata, contudo, de punição divina arbitrária e injusta. Trata se da colheita dos frutos amargos de uma sementeira viciosa, que sempre dá ao lavrador a lição necessária a fim de que aprenda como não valeu a pena agir em desrespeito aos irmãos de humanidade.


(trecho do livro O Amor Jamais te Esquece de Lucios e André Luiz Ruiz)

Por A. Oliveira
JULHO DE 2010