NO VALE DA IGNORÂNCIA

“A natureza não salta em suas etapas que lhe cumpre obedecer”.
Sempre que dispomos a ajudar nossos semelhantes teremos que descermos ao vale da ignorância e aproximar-nos do erro e conviver lado a lado para adquirir confiança em nosso objetivo, sem o qual não transmitiremos nossa mensagem e nem seremos ouvidos.
Sem afetividade é como falarmos do alto, a distância, como se estivéssemos com medo do contágio, e não transmitiremos confiança e o objetivo não é atingido.
Como pode um médico tratar de um doente a distância? Sem ver o doente seu diagnóstico não terá credibilidade, ele terá que aproximar do paciente e examinar-lhe suas feridas, só então seu diagnóstico é aceito.
Assim, quando pretendemos ser instrumento do bem, teremos que usar as armas do bem, caminhar lado a lado, teremos que olhar nos olhos, transmitir confiança e compaixão com os problemas alheios, mesmo assim só seremos ouvidos se tivermos algo de novo, ou nossos ouvintes nos identificarão como um a mais igual a eles, sem nada para mostrar-lhes em que possam acreditar.
Assim, aos que descem ao vale, mais do que de palavras devem estar revestidos de fortaleza moral, perseverança, paciência, confiança em Deus e absoluta renúncia e abnegação para aceitar os golpes e agir por padrões que os enfermos da ignorância desconhecem. Só assim dará provas de que está portando um poder novo e maior do que aquele que os demais pensam ser o único que existe.
Ensinar sem viver é oferecer rosas às areias do deserto.
A, Oliveira