domingo, 1 de maio de 2011

MÚSICA CELESTE



Por um momento, imagine a grandeza do cosmos.
Estimam os cientista que, há quase 14 bilhões de anos, houve uma explosão de luz e nasceu  o nosso Universo.
A ciência chama isso de big Bang. Para os espiritualistas, ali está a presença de Deus, criando todas as coisas, pronunciando as doces palavras: Que se faça a luz!
E a luz se fez: bilhões e bilhões de sóis passeiam, solenes, na sinfonia dos mundos.
Em torno desses sóis, trilhões de planetas, satélites e asteróides executam a dança silenciosa das harmonias celestiais.
Giram planetas sobre si mesmos. Giram em torno de sóis. Giram os sóis em seu cortejo acompanhando o caminhar das galáxias. Ritmo e graça em Doda parte.
Aqui e ali, um cometa – asteróide obscuro – se aproxima de uma estrela. E de repente é invadido pela luz.
Eis que se acende inteiro, como um fósforo cósmico. Então se vai, arrastando sua cauda de poeira e gás, a semear a vida pelos mundos.
Mas, em um desses trilhões de planetas, sob a luz amarela de um sol, os moradores de um certo planeta – a terra – se orgulham de ser maiores que os demais.
Vista do espaço, a terra é um pequeno grão de areia, lindo, que passeia seu azul pelo espaço infinito.
Mas seus habitantes são como crianças: brigando sempre, acreditando-se senhores da vida, donos dos céus.
Ah, se pudéssemos nos ver no conjunto do Universo, minúscula gota no grande oceano da Criação!
Certamente seríamos mais humildes. Não daríamos tanta importância nos pequenos problemas do dia a dia.
Talvez fosse mais fácil perdoar, esquecer, apagar as mágoas.
Se víssemos nosso mundo como translúcida bolha de sabão que flutua em meio ao pontilhado das estrelas, quem sabe aprenderíamos a reverenciar mais a obra Divina.

*  *  *

Deus, ao Teu sopro de vida, nascemos como Espíritos. Cumprindo Tuas leis, mergulhamos no corpo tantas vezes e construímos uma trajetória em que as experiências se somam e nos enriquecem de sabedoria e AMOR